Meu contato com a leitura.
Meus primeiros contatos e experiências com a
leitura se deu logo ao ingressar na educação infantil, me recordo até hoje da
minha professora da pré-escola que costumava pedir para que todos fechassem os
olhos, abaixassem a cabeça na carteira e ouvissem atentamente a leitura que ela
fazia de pequenos contos e outras narrativas, certamente foi o modo com que ela
fazia isso, cheio de atenção e carinho, que me envolvia intensamente nas
histórias e consequentemente na leitura. Ao longo do Ensino Fundamental I esse
interesse pelos livros só cresceu eu gostava de contos de fadas, narrativas de
aventura, fábulas, histórias em quadrinhos, enfim.
Com o passar dos anos eu fui buscando
os gêneros que mais me interessavam distinguindo e intensificando cada vez mais
meu prazer pela leitura. Hoje vejo o quanto à leitura foi e é importante na
minha vida e formação.
By Gabriela
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A leitura me ensinou sonhar desde a infância.
Prazer,
eu li antes de aprender ler e sou apaixonada por leitura. Minha vida como
leitora não surgiu do nada, ela foi e continua sendo construída a cada leitura
que faço,a cada leitura que ouço,como Contardo Calligaris, defendo que “
ninguém é capaz de inventar uma vida a partir de nada. A vida é inventada a
partir de uma combinatória de sonhos que já foram sonhados. A literatura é um
meio de aprender a sonhar a própria liberdade.
Minha paixão pela leitura iniciou-se quando eu não conhecia nenhuma palavra e
tive em minhas mãos meu primeiro livro. Pode parecer engraçado, mas meu
primeiro livro foi de receita culinária. Quando eu tinha 4 anos, minha irmã foi
à escola com aquele uniforme com pregas, pasta vermelha com cadernos encapados
com papel vermelho e etiqueta e eu também queria ir, mas somente poderia cursar
o antigo C.B. 1(ciclo básico 1) com 7 anos completos. Lembro-me que chorei
muito e minha mãe pegou um velho livro de receitas e disse-me que quando eu
soubesse ler todas as receitas ela colocar-me-ia na escola. Passei dias
tentando desvendar o que estava escrito em cada página e através dos desenhos
eu inventava as receitas e lia para minha mãe e nunca estava bom.
O tempo passou e ganhei livros dos irmãos mais velhos e lia os textos passando
os dedos em cima das letras e recontava as histórias que alguém tinha lido ou
contado como se eu soubesse ler e quando sobravam palavras eu dizia que já
havia lido aquela parte. Como meus pais era excelentes contadores de
histórias eu sempre tinha algo novo para contar .
Fui alfabetizada numa escola rural sem biblioteca, mas a professora trazia
livros da cidade e colocava-os numa mesinha no fundo da sala, eu li todos da
minha série e a professora permitiu-me ler os direcionados as outras séries (
minha sala tinha uma fila de cada série/C.B.1,C.B.2,3ª e 4ª série).Também li a
bíblia inteira diversas vezes(meus são evangélicos e contavam histórias da
bíblia e quando aprendi ler e faltava-me livros devorava a bíblia).Quando
ainda não sabia ler a auxiliar de jovens e menores do culto da igreja ajudava
as crianças decorar salmos para recitar na igreja e eu não via a hora de saber
ler e escolher o salmo que eu quisesse, geralmente as crianças passavam para o
grupo de jovens na terceira série quando já sabiam ler bem, eu entrei para o
grupo de jovem quando eu estava na primeira série( no meio do ano), e o desafio
era escolher um salmo que não tivesse palavras que eu ainda não conhecia( a
cartilha cada lição era uma família de letra), quantas vezes eu tive que fazer
meus irmãos me ajudar com as palavras que eu não conhecia, valia tudo para não
voltar para o grupo de crianças. Ler era deixar de ser criança e ser
jovem, ser adulto e poder escolher o que eu queria recitar e tudo, era demais,
eu não sabia, mas ser livre era pode escolher.
Quando estava na 5ª série (6ºano)
minha professora de Língua Portuguesa (na escola da cidade) separou os livros
que devíamos ler e não podíamos pegar livros das estantes, somente da mesa que
ela havia separado na biblioteca. Como eu sofria quando olhava as estantes e
não podia escolher
By Geane
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Ler é como viajar e faço e refaço esta viagem desde a infância.
Para mim, ler é como viajar sem sair de casa.
Essa frase pode ser simples, mas é a mais pura verdade!
Os livros sempre fizeram parte da minha vida.
Minha mãe, viciada assumida em romances, lê todos os que aparecem a sua frente
(e em surpreendente tempo!!). Meu pai, então... nem se fala. A leitura, a
escrita, o estudo são suas paixões. É difícil vê-lo em casa sem estar com um
livro, um jornal, uma revista, uma enciclopédia, etc nas mãos. Assim, sempre
fui muito incentivada por eles a adquirir o hábito da leitura e de escrever
bem. Lembro-me que quando pequena minha mãe sempre antes de dormir lia algo
para mim e minha irmã (pequenos livros, um capítulo por dia, trechos da Bíblia,
entre outros). E com isso fui sendo despertada para esse universo maravilhoso.
E sou muito grata a eles por isso!
Entretanto, o meu incentivo para com a leitura
não veio só deles. A escola também teve uma parcela muito grande (e positiva, é
claro!) nesse processo! Professores maravilhosos que tive sempre deram
orientações sobre a importância de se ler, passaram dicas de livros...
Recordo-me de duas experiências que tive sobre a leitura. Uma delas é sobre um
dos primeiros livros que li: A bota do bode, de Mary França e
Eliardo França. Minha mãe até hoje se diverte e até se emociona quando se
lembra desta minha “primeira” leitura. E a outra se refere a um anúncio que li
no jornal (acho que tinha uns 5 anos) e, novamente, minha mãe, encantada e
coruja, como toda mãe, me levou para lê-lo em quase todos os vizinhos do
bairro!!
Conforme fui crescendo a paixão pelos livros
também foi e, dentre muitos que li, alguns realmente marcaram a minha a vida e
até hoje me trazem ótimas lembranças, como O Estudante, A droga da
obediência, Poliana (lidos quando era adolescente) e quase todos os de
José de Alencar (sou apaixonada por suas obras!)
Enfim, concordando com o que disse Marilena
Chauí, acredito que os livros ampliam a nossa visão sobre as coisas e o mundo
se abre diante de nós. E como encantada que sou pela leitura procuro incentivar
a todos que estão ao meu redor para esse “vício” maravilhoso!
By Juliane
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Primeiras Leituras
Diferente de Gabriel O
Pensador e Giberto Gil, eu não tive família que pudesse me incentivar ou
inserir-me no mundo da leitura, mas,
como era menina de internato, tive sorte em receber os cuidados e a atenção das freiras Irmã
Dirce e Irmã Antonina. Elas, educadoras e preocupadas com a formação leitora de
seus pupilos, nos apresentaram Monteiro Lobato e, assim, eu e minhas colegas
podíamos entrar no mundo do sítio do Pica-pau-amarelo e vivermos as aventuras de Narizinho, Emília e Pedrinho.
Lembro-me que às 17:00
horas, todas nós, quarenta e cinco meninas, entrávamos na sala de sermões e era
lá que acontecia a magia, no silêncio, cada menina com a história escolhida
sentava em um cantinho e então podíamos nos alegrar, frequentando outros mundos
, assumindo as personagens, então éramos felizes em nossas fantasias.
Logo, aos doze anos,
quando não era mais permitido meninas de minha idade naquele orfanato, fui
levada de volta para meus pais e então vivenciei outro mundo, completamente
diferente do orfanato. Meu pai era pastor e ele nos contava muitas histórias
relacionadas à bíblia. Ele e minha mãe, à noite, reuniam os filhos e então
começava a contação de história. Eu e meus irmãos não víamos a hora de chegar o
outro dia para então ouvirmos outra parte da história, eram narrativas que
demoravam dias para acabar.
São boas lembranças da infância e de união familiar.
By Iracema
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