O que são sequências didáticas?
Segundo Heloísa Amaral as sequências didáticas são um conjunto de atividades ligadas entre si, planejadas para ensinar um conteúdo, etapa por etapa. Organizadas de acordo com os objetivos que o professor quer alcançar para a aprendizagem de seus alunos, elas envolvem atividades de aprendizagem e de avaliação.
In.http://escrevendo.cenpec.org.br/?option=com_content&view=article&id=212&catid=18:artigos&Itemid=148. Acesso em 17 de Junho de 2013, às 17h51m.
As Sequências Didáticas abaixo foram elaboradas pelos
professores de Língua Portuguesa: Gabriela, Iracema, e Juliane, na etapa presencial realizado na D.E de Presidente Prudente em grupo,
posteriormente foram discutidas do fórum do curso Melhor Gestão – Melhor Ensino
(grupo 4/turma 271), e reelaboradas de acordo com a realidade das salas de cada
professora, cujo objetivo principal é desenvolver e ampliar as capacidades de
leitura dos educandos.
Sequência Didática 1
Sequência Didática: Texto: Avestruz –
Mário Prata
|
Público Alvo: 6º série/ 7º ano A
|
Professora: Geane
|
Tempo Previsto: 4 a 6 aulas
(Orientação de Estudos e Língua Portuguesa).
|
Competências e
habilidades:
Desenvolver e ampliar a capacidade leitora. Localizar informações explícitas, identificar
tema e ideia principal, identificar a finalidade do texto, reconhecer as
diferenças e semelhanças entre eles.
|
Recursos: Texto escrito e em
Power Point; vídeo, datashow, notebook e aparelho de som.
|
Estratégias: Leitura de texto
de diversos gêneros e utilizando
diversas mídias (imagens, vídeos, Power point).
|
Avaliação: Elaboração de
fichas organizativas; participação oral em todas as etapas; pesquisa e
socialização.
|
Antes da leitura – Levantamento de
hipóteses / sondagem / conhecimento prévio.
|
1ª Etapa
Levantamento
de conhecimentos prévios
Antes da leitura, colocar
título na lousa fazer algumas perguntas sobre o assunto, visando garantir a
socialização de conhecimentos. O professor irá questionar oralmente e
solicitará que um aluno registre as respostas na lousa.
1.
O título do texto que leremos é “Avestruz”. Sobre que assunto vocês imaginam
que tratará o texto?
|
2.
Vocês conhecem uma avestruz?/ Já viram? Onde? Quando?
|
3. Como são? (características)
|
4.
Onde vivem?
|
5.
Podemos criar em casa como bichinho de estimação?
|
6.
Como seria ter um avestruz em casa?
|
7.
O que vocês acham que um avestruz come?
|
http://turminhadojar.blogspot.com.br/2011/08/qual-diferenca-entre-ema-e-o-avestruz.html.
Acesso em 17 de Junho de 2013. ÀS 19h44m.
O autor do texto “Avestruz” é
Mario Prata. Vocês conhecem? Já leram algum texto escrito por ele?
Fonte: http://www.slideshare.net/danilozerlotti/avestruz-mrio-prata.
Acesso em 17 de Junho de 2013. Às 19h45m.
A primeira leitura será realizada pelo
professor (entregar o texto impresso aos alunos ou apresentar em Power point).
Fazer checagem das hipóteses apresentadas (antecipações) verificando se elas
foram confirmadas ou não.
Texto:
Avestruz
Maria
Prata
O filho de uma grande amiga pediu, de
presente pelos seus 10 anos, um avestruz. Cismou, fazer o quê? Moram em um
apartamento em Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a
culpa era minha. Sim, porque foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino
conheceu os avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo
impressionou o garoto.
Culpado, fui até o local saber se eles
vendiam filhotes de avestruz. E se entregavam em domicílio.
E fiquei a observar a ave. Se é que
podemos chamar aquilo de ave. O avestruz foi um erro da natureza, minha amiga.
Na hora de criar o avestruz, Deus devia estar muito cansado e cometeu alguns
erros. Deve ter criado primeiro o corpo, que se assemelha, em tamanho, a um
boi. Sabe quanto pesa um avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a
minha amiga. E a altura pode chegar a quase 3 metros - 2,70 para ser mais
exato.
Mas eu estava falando da sua criação por
Deus. Colocou um pescoço que não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não
devia mais ter estoque de asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas.
Talvez até sabiamente para evitar que saíssem voando em bandos por aí,
assustando as demais aves normais.
Outra coisa que faltou foram dedos para
os pés. Colocou apenas dois dedos em cada pé. Sacanagem, Senhor!
Depois olhou para sua obra e não sabia
se era uma ave ou um camelo. Tanto é que, logo depois, Adão, dando os nomes a
tudo o que via pela frente, olhou para aquele ser meio abominável e disse:
Struthio camelus australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio
deve ser aquele pescoço fino em forma de salsicha.
Pois um animal daquele tamanho deveria
botar ovos proporcionais ao seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E
me explicava o criador que os avestruzes vivem até os 70 anos e se reproduzem
plenamente até os 40, entrando depois na menopausa. Não têm, portanto, TPM. Uma
fêmea de avestruz com TPM é perigosíssima!
Podem gerar de dez a 30 crias por ano,
expliquei ao garoto, filho da minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda,
imaginando aquele bando de avestruzes correndo pela sala do apartamento.
Ele insiste, quer que eu leve um
avestruz para ele de avião, no domingo. Não sabia mais o que fazer.
Foi quando descobri que eles comem o que
encontram pela frente, inclusive pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos
eletrônicos, por exemplo. Máquina digital de fotografia, times inteiros de
futebol de botão e, principalmente, chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez
em quando cai bem.
Parece que convenci o garoto. Me
telefonou e disse que troca o avestruz por cinco gaivotas e um urubu.
Pedi para a minha amiga levar o garoto a
um psicólogo. Afinal, tenho mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.
PRATA, Mário. Avestruz. Disponível em: www.marioprataonline.com.br.
Acesso em: 17 de Junho de 2013.
Após a leitura: Retomar o
texto para identificar palavras-chave. Esclarecer a respeito de palavras
desconhecidas e pedir para que anotem as palavras que não conhecem seu significado
e, como lição de casa solicitar pesquisa no dicionário e trazer na próxima
aula. Em seguida retomar a construção do sentido do texto, direcionando novos
questionamentos, fazendo assim inferências locais, globais, localização de
informações explícitas e implícitas perguntando:
1)
Por que o menino desejou tanto ter uma avestruz?
|
2)
Quais os argumentos que a mãe tinha para negar o pedido do filho?
|
3)
É possível criar uma avestruz em um apartamento?
|
4)
Se o filho morava em Higienópolis, como viu a ave em Floripa?
|
5)
Por que o menino só muda de ideia a partir do conhecimento dos hábitos
alimentares da ave? Você agiria da mesma maneira?
|
6)
Por que o autor sugeriu à amiga que levasse o filho ao psicólogo?
|
7.
Preencher ficha técnica com base nas informações do texto.
|
Ficha técnica
Ficha
Técnica:
|
Nome
científico de avestruz:
|
Peso:
|
Altura:
|
Expectativa
de vida:
|
8. Você considera o pedido do menino de ter um avestruz
em um apartamento um tanto estranho/diferente? Por quê?
9. E você, já pediu algo estranho aos seus pais?
2ª Etapa
Depois da leitura do texto
pedir uma pesquisa Biográfica na internet (SAI) se estiver disponível e
levantamento de outras crônicas e obras do autor para socialização na sala de aula.
Pode-se solicitar que visitem a sala de leitura para verificar se a obra do
autor.
Obs.: A etapa 2 pode-se solicitada como lição de casa. E na
próxima aula alguns alunos devem socializar o que pesquisaram.
(Para o professor)
Mário Prata (Biografia)
Mario Alberto Campos de
Morais Prata é natural de Uberaba (MG), onde nasceu no dia 11 de
fevereiro de 1946. Foi criado em Lins, interior de São Paulo. Com 10 anos
de idade já escrevia numa velha Remington. Nesse período de sua vida era o
redator do jornalzinho de sua classe na escola. Sendo vizinho do jornal A
Gazeta de Lins, com 14 anos começou a escrever a coluna social
com o pseudônimo de Franco Abbiazzi. Com o tempo, passou a fazer de tudo
no jornal, desde editoriais a reportagens esportivas e artigos de peso.
Lia tudo o que lhe caia
nas mãos, em especial as famosas revistas da época O
Cruzeiro e Manchete, que traziam em suas páginas os
melhores cronistas da época como Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos,
Henrique Pongetti, Rubem Braga, Millôr Fernandes e Stanislaw Ponte
Preta. Daí a forte influência que os citados cronistas tiveram em seu
estilo.
Aos 16 anos recebe um convite de Roberto
Filipelli, que foi depois diretor da Globo em Londres para fazer com ele
o Jornal do Lar. Samuel Wainer, vislumbrando seu grande
talento, levou-o, nessa época, para escrever no jornal Última
Hora. O autor acabou trabalhando oito anos no Banco do Brasil, a
exemplo de Jaguar e Stanislaw Ponte Preta – dentre outros, como auxiliar de
escrita.
Na década de 60, em plena
revolução, inicia o curso de Economia na USP. Apesar da opinião
contrária dos familiares e dos amigos, e movido pela vontade cada vez
maior de ser escritor, resolveu pedir demissão do Banco do Brasil e
abandonar a faculdade de Economia.
Em 1970 escreveu sua primeira
peça, Cordão Umbilical, que fez sucesso imediato. Como jornalista,
trabalhou em diversos jornais e revistas. Na literatura, não se restringiu a
nenhuma faixa etária e lançou publicações para todas as idades. Escreveu também
para cinema, teatro e televisão. Foi repórter, cronista, colaborador,
resenhista de literatura, contista, articulista e pôde desfrutar do
reconhecimento de seu trabalho ao receber vários prêmios.
Em seu currículo também está a função de
assessor do Secretário da Cultura (Fernando Morais) no governo Orestes Quércia.
Já fora do governo, Prata foi para Portugal a convite de uma namorada. O
relacionamento durou 16 dias, mas ele permaneceu no país por dois anos. Logo o
convidaram para fazer o projeto de um filme por oito meses. Quando acabou,
apareceu uma minissérie para a televisão. Três meses antes de completar dois
anos, ainda tinha o contrato do apartamento e aproveitou o tempo para escrever
o livro Schifaiz Favoire, dicionário de português.
A partir de 1992, Prata dedicou-se
inteiramente aos romances e publicou um por ano. Em 1993, lançou James Lins,
O playboy que não deu certo; na seqüência, Filho é bom, mas dura
muito; depois veio Mas será o Benedito?; Em 1997, o sucesso
de O diário de um magro e 100 crônicas; em
1998, Minhas vidas passadas (a limpo); em 1999 estourou
com Minhas mulheres e meus homens; em 2000 fez uma das mais
importantes experiências em literatura e internet de que se tem notícia,
escrevendo o romance policial Os anjos de Badaró inteiramente on-line;
no mesmo ano publicou Bésame mucho (L&PM), peça que faz
uma reflexão sobre a geração que atingiu a maioridade em plenos anos de chumbo;
em 2001 publica o livro de crônicas Minhas tudo; em 2002, Palmeiras,
um caso de amor. Escreveu, semanalmente, na revista Época e
no jornal O Estado de São Paulo por vários anos. (Fonte: site
do autor).
http://www.lpmeditores.com.br/site/default.asp?TroncoID=805134&SecaoID=948848&SubsecaoID=0&Template=../livros/layout_autor.asp&AutorID=718362.
Acesso em 10/06/2013, as 22h54m.
Outra sugestão:
3ª Etapa
Apreciações
e estéticas: mostrar imagens do texto e vídeos.
Em seguida recuperar
oralmente a crônica, respeitando a sequência dos fatos, feito coletivamente e o
professor registrando na lousa os fatos narrados pelos alunos. Após a oralidade
pedir aos alunos que se posicionem perante a seguinte situação: Esse o menino
persistisse na ideia de ter uma avestruz, como seria?
1.
Quanto ao gênero vocês imaginam qual pode ser?(Conto, crônica, fábula, etc.)
|
2. A respeito do gênero, o que é uma crônica?
Já leram?/ Que tipo de assunto apresenta?Onde é publicado?Qual público alvo?
|
2 a. (Para
professor)
O
gênero é crônica.
A
palavra crônica é derivada do latim Chronica e
do grego Khrónos (tempo), e significado principal que
acompanha esse tipo de texto é exatamente o conceito de tempo. A crônica é o
relato de um ou mais acontecimentos em um determinado tempo. A quantidade de
personagens é reduzida, podendo inclusive não haver personagens. É a narração de um fato do cotidiano das pessoas, algo que naturalmente
acontece com muitas pessoas. Esse fato é incrementado com um tom de
ironia e bom humor, fazendo com que as pessoas vejam por outra ótica aquilo que
parece óbvio demais para ser observado.
4ª Etapa
Sugestões de intertextualidade:
Vídeo: Curso Avestruz -
Como o Avestruz é Criado - Cursos CPT
Apresentar o vídeo e perguntar aos alunos:
1.
Qual a semelhanças e diferenças entre o texto e o vídeo?
|
2. É
possível criar um avestruz num apartamento?
|
Poema
Avestruz
PALAVRAS DE UM AVESTRUZ TODO GRIS
Arrancam-me
as penas
E eu
sofro sem dizer nada:
-
Sou ave
Bem
educada.
E,
se quisesse,
Podia
Morder-lhes
as mãos morenas,
A
esses
Que
sem piedade
Roubam-me
as penas que me cobrem;
E,
no entanto,
Sem
o mais breve gemido,
O
meu corpo
Vai
ficando
Desguarnecido...
E
elas,
Aquelas
Que
se enfeitam, doidamente,
Com
estas penas formosas
-
Que são minhas!
Passam
por mim, desdenhosas,
Em
gargalhadas mesquinhas.
Sim;
eu sofro sem dizer nada:
-
Sou ave
Bem
educada.
Mesmo
que fosse pequena
E eu
te visse pobre ou nua
-
Ninguém ama a sua Pátria por ser grande,
Mas
sim por ser sua!
(António
Botto)
http://imagenscompoemas.blogspot.com.br/2007/09/avestruz.html.
Acesso em 11 de Junho de 2013.
Após leitura perguntar qual semelhança e diferenças entre
a crônica, o vídeo e o poema.
Letra de Música
Xtudo e o Avestruz
Papagaio, beija-flor, galinha, urubu,
são aves
são aves
Na África
vive a maior ave do mundo.
vive a maior ave do mundo.
é grande dá pra montar;
com um chute pode matar;
com um chute pode matar;
quando corre, chega a 70 Km por hora;
é capaz de comer
pedra, arame, galho, grama,
relógio, anel,
bola de gude
COME TUDO!
pedra, arame, galho, grama,
relógio, anel,
bola de gude
COME TUDO!
X - Tudo
é pernudo, pescoçudo,
tem pena macia
põe um ovo enorme
que parece melancia
é pernudo, pescoçudo,
tem pena macia
põe um ovo enorme
que parece melancia
É ave
mas não voa
Quem sabe o nome dela?
mas não voa
Quem sabe o nome dela?
Nunca fala nada
come X-tudo.
A-ves-truz
é mu-do.
come X-tudo.
A-ves-truz
é mu-do.
(dá pra repetir?)
http://letras.mus.br/helio-ziskind/387581/.Acesso
em 11 de Junho de 2013.
Vídeo
Apresentar letra e vídeo
E depois questionar os alunos sobre semelhanças e
diferenças entre a crônica, vídeo, poema, letra de música.
*( Sem aprofundar no assunto)
Explicarei que ambos os
textos (falando sobre avestruz) são da
mesma temática e que esse processo recebe o nome de intertextualidade,
isto é a criação de um texto a partir de outro texto já existente. Dependendo
da situação, a intertextualidade tem funções diferentes que dependem muito dos
textos/contextos em que ela é inserida.
Evidentemente, o fenômeno da
intertextualidade está ligado ao "conhecimento do mundo", que deve
ser compartilhado, ou seja, comum ao produtor e ao receptor de textos. O
diálogo pode ocorrer ou não em diversas áreas do conhecimento, não se
restringindo única e exclusivamente a textos literários. (Baseados em
informações do site Wikipédia).
5ª Etapa
Integração
à tipologia estudada no sétimo ano (Relatar)
Apresentar a notícia (Vídeo
e Texto)
Questionário
|
O que aconteceu?
|
Com quem?
|
Onde?
|
Quando?
|
Por quê?
|
Como foi solucionado?
|
Como poderia ter sido evitado?
|
Quais os gêneros textuais?
|
Diferenças entre vídeo e notícia impressa?
|
Fonte?
|
6ª Etapa
Trabalhar valores
Apresentar tirinha
Questionamentos
|
Por que será que o avestruz fica com a cabeça
enfiada na terra?
|
E
a personagem da Tirinha enfiou a cabeça na terra por quê?
|
Podemos
tratar as pessoas comparando-as com animais? Por quê?
|
*Falar
sobre a importância de respeitar as diferenças.
|
*Finalizar
levantando o que aprendemos com a leitura e se gostaram de ler e apreciar os
vídeos?
|
*Falar
sobre ler para estudar, localizar informações e a leitura por prazer que
poderão fazer pesquisando na internet em outros textos e também na biblioteca
da escola.
|
Nessa situação serão trabalhadas as
seguintes capacidades de leitura:
|
1. Ativação
do conhecimento prévio.
|
2. Antecipação
ou predição de conteúdos ou propriedades do texto (Levantamento de hipóteses).
|
4. Localização de informações.
|
5.
Comparação de informações.
|
6.
Produção de inferências locais e globais.
|
7.
Percepção de relações de intertextualidade.
|
Referências Bibliográficas
Caderno
do Professor. A ocasião faz o escritor: Orientação para
produção de textos (Coleção da Olimpíada) São Paulo- Cenpec, 2010.
DOLZ, J. e SCHNEUWLY, B. Gêneros e progressão em expressão oral e escrita.
Elementos para reflexões sobre uma experiência suíça (francófona). In
"Gêneros Orais e escritos na escola". Campinas (SP): Mercado de
Letras; 2004
ROJO, Roxane. Letramento e capacidades de leitura para a
cidadania. São Paulo: SEE: CENP, 2004.
SOLÉ, Isabel. Estratégias
de leitura. Porto alegre: Artes médicas, 1998.
...................................................................................................................................................................
Sequência Didática 2
MELHOR GESTÃO, MELHOR
ENSINO
LÍNGUA PORTUGUESA
DIRETORIA DE ENSINO
DE PRESIDENTE PRUDENTE
SITUAÇÃO DE
APRENDIZAGEM DE COMPREENSÃO LEITORA
“PAUSA”, Moacyr Scliar
8º e 9º ano do Ensino
Fundamental
Professoras:
Gabriela
de Souza Novaes
Iracema
de Paiva Matias
ETAPA 1- ANTES DA LEITURA
Olá alunos. Vamos
iniciar uma conversa sobre o texto “ PAUSA”, de Moacyr Scliar.
Para isso vamos pensar
sobre algumas questões:
ATIVAÇÃO DE CONHECIMENTO
DE MUNDO
1-O
que vocês entendem por PAUSA?
2- Em
que situações do seu dia a dia você costuma dar uma pausa?
3- É
necessário que haja pausas no nosso cotidiano?
4- Lembre-se
das pessoas com quem você convive. Você percebe se elas costumam ter um momento
de pausa? O que normalmente elas
costumam fazer nestes momentos?
5- O
que o título sugere? O que pode abordar este texto?
6- Que
tipo de personagens participarão dele?
Quais são os cenários prováveis para esta história?
7- Já
leu algum texto de Moacyr Scliar?
MOACYR
SCLIAR - BIOGRAFIA
ETAPA
2 – DURANTE A LEITURA
Agora
vamos fazer a leitura do texto e a
checagem das hipóteses levantadas.
ETAPA 3 (EM DIANTE) – DEPOIS DA
LEITURA
1-Há
algum vocábulo que dificultou o
entendimento do texto? Se houver, procure reconhecer seu sentido dentro do
contexto em que está inserida. Caso a dúvida persista, pesquise num dicionário.
2- Você
considera a linguagem do texto formal ou informal?
3- A
partir da linguagem utilizada, é possível identificar algum regionalismo presente na obra? Comprove com trechos do texto?
ETAPA 4 – LOCALIZAÇÃO OU CÓPIA DE
INFORMAÇÕES
1- Quem é o narrador da história?
2- Quais os personagens da história?
3- Onde se passa a história?
4- O texto fornece pistas de onde o personagem
mora?
5- Qual o objetivo de Samuel ao vestir-se
rapidamente e sem ruído?
6- Qual o tema abordado no texto?
ETAPA 5 – COMPARAÇÃO DE INFORMAÇÕES
1-Vamos contar oralmente a história, com a
participação de todos.
2- Por que o local escolhido por Samuel para fazer
uma pausa foi o hotel?
ETAPA 6 - GENERALIZAÇÕES
1- Dar uma pausa poder ser considerado o mesmo que fugir da responsabilidade?
2- Jovens e adultos utilizam a pausa da mesma
forma?
ETAPA 7- PRODUÇÃO DE INFERÊNCIAS LOCAIS
1- O que o narrador quis dizer no trecho “ (...)
antes que voltasse a carga” ?
2- De acordo
com as atitudes de Samuel dê três adjetivos que o caracterizem.
ETAPA 8- PRODUÇÃO DE INFERÊNCIAS GLOBAIS
1-
Qual o significado do sonho de Samuel “nu corria
pela planície imensa...”?
2-
Por que Samuel assume outro nome ao entrar no
hotel?
ETAPA 9- RECUPERAÇÃO DO CONTEXTO DE PRODUÇÃO DE TEXTO
1- Em qual obra este texto foi publicado?
2- Quem é o autor? O que ele costuma escrever?
3- Qual o público-alvo para esta obra?
ETAPA 10- DEFINIÇÃO DE FINALIDADES E METAS DA ATIVIDADE DE LEITURA
1-Todo
o processo de leitura está subordinado a metas ou finalidades impostas pela
situação em que o leitor se encontra. Este texto pode ser lido com o objetivo
de:
( )
estudar
( ) trabalhar
( ) entreter-se
( ) buscar informações
( ) atualizar-se
( ) orientar-se
ETAPA 11- PERCEPÇÃO DE RELAÇÕES DE INTERTEXTUALIDADE
1- Em
que outros locais ou situações vocês já viram discussões sobre a temática
pausa?
(Sugestão
- Os textos que se seguem fazem intertextualidade com a temática)
2- O
professor pode exibir o filme:
Filme: DIA DE FÚRIA – (excerto da resenha-
www.cinereporter.com.br)
Todo
mundo odeia Joel Schumacher. O cara se tornou uma das unanimidades negativas de
Hollywood depois de fazer dois exemplares histéricos e supercoloridos de
“Batman” para a Warner. Depois disso, atraiu a fúria dos críticos de pouca
idade e passou a ser visto com extremo ceticismo. Não dá para culpar totalmente
quem torce o nariz só de ouvir falar no nome do cineasta, mas é preciso lembrar
que ele já assinou grandes filmes. O melhor deles se chama “Um Dia de
Fúria” (Falling Down, EUA, 1993) e é um dos melhores retratos na neurose urbana
feitos no cinema na década de 1990. Trata-se de uma pequena e subestimada
obra-prima.
A história é muito simples e cheia de
tensão. O filme começa em um enorme
engarrafamento numa avenida de Los Angeles (EUA). Suando em bicas, um
irritado anônimo (só descobriremos o nome perto do final do longa-metragem, e
por isso não vou dizê-lo aqui) abandona o carro para caminhar um pouco e
espairecer. Ele é um dos milhões de anônimos que sustentam o “sonho americano”:
camisa branca, gravata, maleta tipo 007 nas mãos, um par de óculos no rosto e
um ar inofensivo. Ocorre que o
homem,
cujo carro tem na placa a sigla D-FENS (ou seja, “defesa”), é uma bomba-relógio
prestes a explodir.
Depois de
assistido o filme se iniciará um debate. O professor pode ler o seguinte
pensamento:
Se na
formulação marxista o trabalho é o ponto de partida do processo de humanização
do ser social, também é verdade que, tal como se objetiva na sociedade
capitalista, o trabalho degradado e aviltado, torna-se estranhado. O que
deveria se constituir na finalidade básica do ser social_ a sua realização no e
pelo trabalho é pervertido e depauperado.”
(Lukács
apud Ricardo Antunes, 1953, p. 126)
TEXTO I PAUSA - Moacyr Scliar
TEXTO II Uma reflexão de final de ano
Roberto Shinyashiaki (psiquiatra)
Todo
natal é a mesma coisa. Parece que uma poção mágica nos inebria e nos induz a um
comportamento fraterno e reflexivo. Ficamos mais sensíveis às coisas que
realmente importam. Mas o ideal mesmo seria manter essa sensibilidade durante
todo o ano. Para a grande maioria dos mortais, o arrependimento e a frustração
são os grandes vilões que perturbam a paz que deveria anteceder nossos momentos
finais.
Pude comprovar isso quando eu era
médico recém-formado. Na época, tive a oportunidade de trabalhar num hospital
de pacientes terminais. Trata-se de um lugar onde é comum você acompanhar
várias mortes por dia. Eu sempre dava um jeito de estar junto aos pacientes em
seus últimos minutos. Acompanhei muitos deles no momento de sua passagem, e a
grande maioria vivia a morte com muita frustração e arrependimento.
Alguns diziam: “Doutor, sempre me
sacrifiquei e agora que ia começar a viver, estou morrendo. Não é justo...”
A
maioria das pessoas morre frustrada por não haver aproveitado sua vida. Elas
passaram o tempo todo lutando pelas coisas erradas e se esqueceram de cultivar
a felicidade no seu dia a dia. Não entenderam a importância dos pequenos
momentos. Do almoço com a esposa, dos 15 minutos de brincadeira com os filhos,
das amizades construídas ao longo da vida... jamais vi alguém arrependido por
não ter sido mais duro, por não ter se
vingado, por não ter sido egoísta. Todos se arrependiam por não ter amado mais,
por não ter aproveitado a vida. A família, o amor, os sonhos os amigos são, no
fundo, o que realmente importam. Quando os pacientes enxergavam isso, já era
tarde demais. Nessa hora, as pessoas se arrependiam porque descobriam que as
coisas profundas, extremamente significativas de sua vida, eram formadas de
palavras simples e não de termos como dólar, real, pressão, inflação, recessão...
O mesmo podemos dizer da
felicidade. As palavras que a acompanham são simples. Simples como amigos,
filhos, família e companheirismo. Infelicidade, portanto, nada mais é do que adiar a felicidade para depois. É não prestar
atenção nas pequenas coisas. Grande parte das pessoas deixa a felicidade sempre
para depois. É como dizer: “Serei feliz quando terminar a faculdade. Serei
feliz quando me casar. Serei feliz quando me aposentar”. Isso está errado! É
preciso ser feliz hoje. Já. Conheço uma história que ilustra isso tudo muito bem.
“Um
sujeito estava caindo em um barranco e se segurou às raízes de uma árvore. Em
cima do barranco havia um urso imenso querendo devorá-lo. Embaixo, prontas para
engoli-lo, estavam seis onças tremendamente famintas. As onças embaixo querendo
comê-lo, e o urso em cima querendo
devorá-lo também. Em determinado momento, ele olhou para o lado esquerdo e viu
um morango vermelho, lindo, com aquelas escamas douradas refletindo o sol. Num
esforço supremo, apoiou seu corpo, sustentado apenas pela mão direita, e, com a
esquerda, pegou o morango.
Quando pode olhá-lo melhor ficou inebriado com a sua beleza. Então,
levou o morango à boca e se deliciou com o sabor doce e suculento. Foi um
prazer supremo colher aquele morango.”
Deu pra entender?
Talvez você pergunte:
- Mas e o urso?
Dane-se o urso? E coma o morango!
- E as onças?
Azar das onças, coma o morango!
Às vezes, você está em sua casa no
final de semana com seus filhos e amigos comendo churrasco. Percebendo seu mau
humor, sua esposa lhe diz:
- Meu bem, relaxe e aproveite o
domingo!
E você, chateado, responde: “Como
posso curtir o domingo se amanhã vai ter um monte de ursos querendo me pegar na
empresa?”
Mais
do que nunca você tem que aprender a ter prazer em enfrentar os ursos e
aprimorar-se contra as onças, porque são eles, de fato, que farão parte do seu
dia a dia. Mas não deixe de comer os morangos, porque sem felicidade nossa
passagem pelo planeta Terra não vai ter a mínima graça.
Revista Você S.A., dez. 1998
TEXTO
III
De manhã
O hábito de estar aqui
agora
aos poucos substitui a
compulsão
de ser o tempo todo alguém
ou algo
Um belo dia – por algum
motivo
é sempre dia claro nesses
casos –
você abre a janela, ou
abre um pote
de pêssegos em calda, ou
mesmo um livro
que nunca há de ser lido
até o fim
e então a ideia irrompe,
clara e nítida:
É necessário? Não. Será
possível?
de modo algum. Ao menos dá
prazer?
será prazer essa exigência
cega?
a latejar na mente o tempo
todo?
Então por quê?
E nesse exato instante
você por fim entende, e
refestela-se
a valer nessa poltrona, a
mais cômoda
de casa, e pensa sem
rancor:
Perdi o dia, mas ganhei o
mundo.
(Mesmo que seja por trinta
segundos.)
(Brito, Paulo Henriques. As
três epifanias - III In: Brito,
P. H. Macau. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. P. 72-73.)
TEXTO
IV
Eu preciso descobrir onde está o
controle remoto da minha vida. Queria adiantar alguns capítulos, preciso voltar
outros e principalmente dar uma pausa em algumas decisões que tenho que tomar.
As vezes acho que o destino está me
trolando. Tenho que correr quase uma maratona para
acompanhar o ritmo de certas coisas e
andar em passo de tartaruga para não sobrepor a outras. Algumas cenas
passam, insuportavelmente, em câmera lenta e outras num piscar de olhos.
Sinto como se fosse um robô, acordo
todo dia o mesmo horário, faço as mesmas coisas, vou aos mesmos lugares, falo
com as mesmas pessoas, trabalho nas mesmas coisas, tomo as decisões nos mesmos
sentidos, vou pra faculdade e lá é tudo tão igual. Desanimadoramente tão
repetitivo. Tá tudo tão sem sentido. As caras feias que ignoro são sempre as
mesmas, a hostilidade que faço de conta que não me afeta é sempre a mesma, e a
má vontade estampada em alguns e que nem me abala mais é a mesma também.
A impressão constante de que já vi esse
filme antes, a sensação de Déjà-Vu me irritam, impressionam e ao mesmo tempo
desencorajam. Definitivamente, não fazem sentido. As vezes eu sinto uma vontade
de gritar. Outras vezes sinto uma vontade de me deitar e dormir, dormir e
dormir sem pressa de acordar. Outras vezes quero só ficar ali quietinha,
parada em meu canto sem ver, ouvir e falar com ninguém.
Ai, gente!! Existe botão de pause
pra vida? Se existir é dele que eu preciso. Outras vezes acho que não é de
pausa que eu preciso e sim de uma bússola, as vezes penso que preciso
de uma lanterna, em outras oportunidades tenho certeza de que preciso
mesmo é de uma bóia, já em outras tudo que eu quero é uma corda. Não pra me
enforcar e sim pra me tirar do buraco.
Mas eu não estou certa se estou no
buraco, acho que estou perdida num deserto no meio do nada. Ou posso estar
perdida à bordo de um barquinho num mar revolto, como posso estar perdida num
matagal a noite. Nem isso eu sei.
Não sei onde estou e nem onde quero
chegar. Estou perdida e tudo que preciso é parar. Pelo menos por um tempo.
Verônica
Postado por O Divã Dellas às 09:49
Algumas imagens
fazem intertextualidade: O Pensador – Auguste Rodin (escultor francês)

...................................................................................................................................................................
Sequência Didática 3
Situação
de aprendizagem de competência leitora
Texto: Avestruz
Autor: Mário
Prata
6º
e 7º anos do Ensino Fundamental
Professora:
Juliane
B. S. Viana
Foco da atividade: Leitura
Referencial teórico:
ROJO,
Roxane. Letramento e capacidade de leitura para a cidadania. São Paulo: SEE: CENP,
2004
Antes da leitura
ETAPA 1 - Ativação
de conhecimentos de mundo
Oralidade:
a) O que você sabe sobre AVESTRUZ?
b) Quais suas características? Tamanho, peso etc.
c) Qual seu habitat?
d) O que você espera de um texto com esse título?
Em seu
caderno escreva um pequeno parágrafo descrevendo um Avestruz.
e) Você já leu algum texto com título parecido com esse? Do
que se tratava?
f) Vocês já ouviram falar ou leram algum texto do autor
Mário Prata?
O professor, de forma sucinta, apresentará aos alunos:
Pequena biografia do autor e suas
principais obras
Durante a leitura
ETAPA 2 –
Leitura do texto
O professor lerá o primeiro parágrafo em voz alta e fará
a checagem de novas hipóteses, perguntando:
Vocês já
pediram um presente diferente? O quê?
Vocês
obtiveram tal presente?
Continuar a leitura elucidando dúvidas que porventura
surjam no decorrer desta.
Provavelmente, os alunos perguntarão o significado do
nome científico do avestruz, menopausa, TPM,
gigolô.
Depois da leitura
ETAPA 3 –
Compreensão dos elementos explícitos do texto
Entregar cópias do texto e dicionários para os alunos em
dupla, solicitando que busquem no dicionário os vocábulos desconhecidos.
Etapa 4 –
Análise de texto
1) O pedido do menino era possível de ser realizado?
2) O que levou o autor a trocar o termo “criação” por
“plantação”? Foi intencional? Qual teria sido a intenção do autor ao manter
essa troca no texto?
ETAPA 5 – Capacidades
de decodificação e identificação de tema
Leitura do conto:
A rã Santa Aurora – Sylvia Orthof. In: Os bichos que tive. Editora Salamandra.
a) O que aconteceu com a rã? E com a menina?
b) Percebemos passagem de tempo nesse texto? Como ela é
demarcada?
c) Há humor? Em caso afirmativo, o que gerou esse humor?
d) Podemos estabelecer relação entre o tema do texto
“Avestruz”, de Mário Prata e “A rã Santa Aurora”, de Sylvia Orthof? Qual seria
essa relação?
e) Qual o gênero textual desse texto? Quais suas
características?
Leitura da tirinha:
Celeste fia
envergonhada in: Revista Recreio (edição
652, 6 de setembro de 2012).
f) Alguém já ouviu a expressão “enterrar a cabeça na terra
como um avestruz”? O que ela quer dizer?
g) Pesquisar de onde surgiu esta expressão.
ETAPA 6 –
Intertextualidade
1) Você possui algum animal de estimação?
2) Quais cuidados esse animal exige?
3) Você gostaria de ter algum animal de estimação diferente?
Qual?
4) Quais cuidados esse animal exigiria?
5) O menino mencionado no texto levou em conta as
consequências de ganhar os animais que ele estava querendo?
Ouça
a canção “Zoo”, de André Abujamra e converse com os alunos o que ela retrata:
Oi como que ce tá?
Eu não tô legal aqui nesse lugar
Oi comment allez vous?
Eu sou o gorila preso aqui no zoo
Quanta criança meu Deus comendo cachorro-quente
Só elas entendem a dor que meu coração sente
Minha macaca se foi, minha esperança também
Vocês me olham e eu olho vocês
Zoo zoo zoo só tatu tu do
Zoo homem nu
Oi como que ce ta?
Eu não tô legal aqui nesse lugar
Hi how are you?
Eu sou o leão preso aqui no zoo
Eu era o rei na floresta agora nada me resta
Vou ficar pra sempre preso aqui
Ficam me fotografando acham que estou gostando
Mas minha alma não sabe sorrir
Zoo zoo zoo só tatu tu do
Zoo homem nu
Oi como que ce ta?
Eu não tô legal aqui nesse lugar
Oi como que tá tu?
Eu sou uma arara presa aqui no zoo
Minha plumagem é linda mas por dentro estou cinza
Quero voltar voando pra casa
Nem todo bicho é preso e de invejar quase morro
Por que não prendem o gato e o cachorro?
Tira os bichos do zoo, tira os bichos do zoo
Põe o homem na jaula, põe o homem nu.
Eu não tô legal aqui nesse lugar
Oi comment allez vous?
Eu sou o gorila preso aqui no zoo
Quanta criança meu Deus comendo cachorro-quente
Só elas entendem a dor que meu coração sente
Minha macaca se foi, minha esperança também
Vocês me olham e eu olho vocês
Zoo zoo zoo só tatu tu do
Zoo homem nu
Oi como que ce ta?
Eu não tô legal aqui nesse lugar
Hi how are you?
Eu sou o leão preso aqui no zoo
Eu era o rei na floresta agora nada me resta
Vou ficar pra sempre preso aqui
Ficam me fotografando acham que estou gostando
Mas minha alma não sabe sorrir
Zoo zoo zoo só tatu tu do
Zoo homem nu
Oi como que ce ta?
Eu não tô legal aqui nesse lugar
Oi como que tá tu?
Eu sou uma arara presa aqui no zoo
Minha plumagem é linda mas por dentro estou cinza
Quero voltar voando pra casa
Nem todo bicho é preso e de invejar quase morro
Por que não prendem o gato e o cachorro?
Tira os bichos do zoo, tira os bichos do zoo
Põe o homem na jaula, põe o homem nu.
Assista ao vídeo abaixo que traz a notícia Avestruz invade avenida e assusta motoristas
na China e, em seguida, discuta oralmente com os alunos como esta notícia
se relaciona ao texto Avestruz e à
letra da música Zoo e peça para que respondam,
no caderno, como os animais se comportam fora de seu habitat natural.
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2013/05/30/avestruz-invade-avenida-e-assusta-motoristas-na-china.htm
- Sugestão de filmes:
“Os pinguins do
papai”, (Mr. Popper's Penguins, 2011,
comédia com Jim Carrey)
Jim
Carrey é o Sr. Popper, um empreiteiro bem-sucedido que mora em Manhattan e que
está prestes a se tornar sócio de uma importante empresa. Em sua vida luxuosa não
há espaço para os dois filhos, para a ex-mulher Amanda (Carla Gugino) e, depois
de receber uma herança inusitada de seu falecido pai, ele tem de arrumar tempo
para seis pinguins. Seus novos
amigos têm nomes que correspondem às características de cada um - são eles:
Capitão, Galã, Bicão, Lesado, Fedô e Matraca.
Com o
passar dos dias, algumas tentativas de se livrar dos animais e muitas situações
cômicas, como transformar seu apartamento em um gelado viveiro, o Sr. Popper
acaba se afeiçoando aos pinguins e compreende melhor a importância da família -
seja ela humana ou animal.
- Como
atividade final e a partir das discussões feitas e textos lidos, pedir que
os alunos elaborem um artigo de opinião com o tema: “As diferenças entre a vida no campo e a vida na cidade”.


.jpg)



